Meu abandono...

Tenho abandonado algumas coisas... principalmente aquelas que nem se lembram que um dia existiram para mim. Abandono pensamentos que não são partes das minha memória... eles apenas aparecem, sem quê nem pra quê e vão, levando algumas coisas, às vezes úteis, às vezes não.. Abandono escritos que um dia fizeram sentido, e que hoje, nem me complementam mais... apenas dizem o que eu era em tempos outrora.. Abandono amigos, que diziam que eu os abandonava, mas que também nem apareciam pra dizer, sei la o que... O que eu sei é que sempre penso neles, nos momentos em que fomos mais amigos e que dizíamos mais, sei la o que, uns para os outros.. Abandono também os amores que achava que tinha, mas que nunca foram meus de verdade.. eram apenas protótipos... Ai ai.. hoje eu tenho abandonado uns vícios, que, quem sabe uma dia poderão voltar com mais força, só pra testar a minha resistência diante das coisas que me fizeram... estar aqui hoje... contando minhas façanhas, falando minhas besteiras, rindo delas ou não, entendendo elas  ou não.. Quer saber? Tomara que daqui a algum tempo, eu possa ter vontade de recolher tudo aquilo que um dia foi fruto dos meus abandonos.. Calma, não é nada disso do que você está pensando. Eu posso explicar!

sexta 09 setembro 2011 21:56 , em Outras coisas


O turbilhão


Quando a minha mente resolve parar pra pensar em uma única coisa, aparecem dezenas de outras coisas atropelando meu pensamento solitário... Aí quando isso acontece, eu tento pensar somente naquele que chegou por último e nas razões que o fizeram chegar... Para minha surpresa, este último foi "parido" por aqueles que nasceram primeiro e que muitas vezes não estão ligados aos seus "genitores"... Aí eu me confundo mais ainda... sem saber de onde veio, onde está e para onde tá indo...

Entendeu?? Não?? Pare pra pensar em uma única coisa!!

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"Ninguém nunca sabe que males se apronta. Fazendo de conta, fingindo esquecer. Que nada renasce antes que se acabe, e o sol que desponta tem que anoitecer. De nada adianta ficar-se de fora.
A hora do sim é o descuido do não. Sei lá, sei lá, eu só sei que é preciso paixão. Sei lá, sei lá, a vida tem sempre razão."

Sei lá... a vida tem sempre razão/Composição: Toquinho / Vinicius de Moraes

terça 05 janeiro 2010 21:00 , em Outras coisas


Rede Globo: o ego inflado num olhar junguiano

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Rede Globo: o ego inflado num olhar junguiano

“Um modelo não nos diz que uma coisa seja assim ou assim; ele apenas ilustra um determinado modo de observação.” (Jung, 2000)

De acordo com as palavras de Jung, o modelo psíquico existe como uma maneira de nos mostrar como pode ser o funcionamento da psique. Dessa forma, a psique é constituída por elementos que a tornam dinâmica e mutável, ou seja, é a nossa personalidade ou ego, mostra a forma como pensamos, sentimos e nos comportamos, independente do caráter consciente ou inconsciente em que estejamos.

A consciência, um dos elementos formadores da psique, é designada como a parte mais diretamente conhecida pelo individuo. É através da consciência que existe a possibilidade de reconhecermos de maneira real e focal os objetos do mundo. Já o inconsciente, consiste em tudo que é supostamente desconhecido. Supostamente porque, se pelo fato de estar na nossa psique, pode-se dizer que já é conhecido de uma alguma forma, mas que não está ativado ou em funcionamento naquele instante. Nas palavras de Jung, o inconsciente é,

tudo o que eu sei, mas em que não estou pensando no momento; tudo aquilo que um dia eu estava consciente, mas de que atualmente estou esquecido; tudo o que meus sentidos percebem, mas minha mente consciente não considera; tudo o que sinto, penso, recordo, desejo e faço involuntariamente e sem prestar atenção; todas as coisas futuras que se formam dentro de mim e somente mais tarde chegarão à consciência.”  (Jung, 2000)

O inconsciente ainda é dividido em inconsciente pessoal e inconsciente coletivo. O primeiro trata da parte inconsciente onde ficam localizadas todas as experiências vividas pelo individuo, mas que são reprimidas, rejeitadas pelo ego. O coletivo por sua vez, é diferente do inconsciente pessoal por ser de natureza mais abrangente, fala-se de grupos de indivíduos, onde se encontram os conteúdos mais gerais, conhecidos por todos estes.

Além desses elementos constitutivos da psique, existem outros que também fazem parte desse complexo e imenso conjunto que constitui o homem. São eles: os arquétipos, os símbolos e os complexos.

Os arquétipos, conhecidos pela sua forma indefinível, trata-se de um material “impalpável”, aquilo que não se pode ver ou tocar, mas que existe na psique como algo que pode ser representado, segundo Jung, como uma “fantasia subjetiva”. Essa fantasia subjetiva se encontra no inconsciente coletivo e são criadas a partir das vivências experimentadas pelos indivíduos, no decorrer de sua vida.

Os símbolos na perspectiva junguiana, são processos internos que buscam, através de associações feitas para externalizar conteúdos, que estão em processo de conscientização.

Os complexos são para Jung, “agrupamentos de idéias de acento emocional no inconsciente”. Esses agrupamentos são formados por associações feitas a partir das representações que nos são designadas.

É importante lembrar que a psique funciona com todos esses elementos trabalhando ao mesmo tempo e que a separação que é mostrada aqui é puramente didática.

Através do modelo psíquico é possível entender de maneira conjunta como se dá o funcionamento da mente humana, de acordo com a teoria junguiana. Pensando num modelo psíquico que possa representar de forma dinâmica os conceitos supracitados, imaginamos um objeto conhecido e utilizado pela maioria das pessoas e que atualmente vem sendo alvo de crítica pela maneira como apresenta seus conteúdos: A Televisão. Nesse sentido, utilizaremos à televisão de uma maneira abrangente, incluindo não somente a sua parte física representada também pelo aparelho mas incluindo, além disso, os efeitos que esta causa no funcionamento da mente humana.

Se compreendermos o aparelho da televisão como o corpo humano, podemos entender que a parte física interna, onde estão localizados os fios, cabos, tubo de imagens são os nossos órgãos (coração, fígado, rim, etc.). Porém aqui, iremos metaforizar a psique a partir da idéia geral que a TV representa para nós.

Através da televisão, encontramos uma série de canais os quais se relacionam como se fossem grupos de indivíduos de uma mesma cultura. Cada canal de televisão compreende em sua estrutura diversos elementos que proporcionam seu funcionamento. Destacaremos aqui um desses que nos parece entre todos os outros, o mais desafiador.

Chamaremos a Rede Globo de ego ou ego inflado, pelo fato deste canal apresentar-se, aparentemente, como o centro de todas as decisões, no que tange ao universo televisivo. Este será o nosso ego. É através dele que podemos ver a ligação do mundo externo, caracterizado pelos telespectadores, e do mundo interno, representado pelos programas de TV, através do aparelho de TV que representará no nosso modelo psíquico, a consciência, já que é este aparelho quem dar senso de realidade às idéias criadas pelo ego. Os programas de TV são responsáveis pelo funcionamento desse ego. São os programas, na verdade quem decide se a Rede Globo é ou não é o centro das atenções. Enquanto uns fazem parte dos melhores e mais assistidos programas de TV do país quiçá do mundo, alguns outros são tidos como os piores e nada criativos dentro da estrutura egóica da Rede Globo. E mesmo, assim, continuam na sua programação semanal, baixando os níveis de audiência da emissora. Fazendo uma analogia aos complexos criados por Jung, estes programas pouco vistos, podem ser descritos como os complexos inconscientes. No momento em que esses programas (complexos) tornam-se tão fixos na programação semanal, podemos concluir que este pretende ‘atuar como um segundo “eu” em oposição ao “eu” consciente’.  Assim, a Rede Globo fica sem saber o que fazer com o Complexo do Domingo a tarde (Domingão do Faustão), por exemplo. Se o deixa na programação, a audiência continua baixa e se substitui o apresentador, fica difícil de encontrar outro com a mesma dinâmica para apresentar tanta coisa inútil. Neste caso, podemos dizer que a Rede Globo sofreu uma completa identificação (ocorre quando o “eu” consciente é arrastado para o campo magnético do seu complexo) com o seu complexo.

Os complexos têm autonomia necessária para agir de forma saudável ou não. O que vai garantir o caráter saudável ou não saudável dos complexos são os seus elementos centrais, também chamados de arquétipos. Os arquétipos são, na verdade “um padrão humano universal”como se fosse, aquilo que se espera quando se cria um programa de TV. Esse como se dos arquétipos será baseado de acordo com as experiências vividas pela Rede Globo (ego) em relação com as experiências de outros veículos de comunicação, que representaria, neste caso, o inconsciente coletivo. Aquilo que se espera de um programa de TV, por exemplo, quando passa a ser representado através das reações do publico, é o que chamamos mais acima de símbolos. que forma o centro dos complexos. A maneira pela qual esses arquétipos foram criados, no momento de construção dos complexos é o que vai designar a condição perturbadora ou harmoniosa destes. Por exemplo, no momento que o complexo do domingo a tarde foi sendo elaborado, este provavelmente sofreu algum trauma, alguma repressão do ego (Rede Globo), dessa forma, esses materiais rejeitados ficarão guardados no inconsciente pessoal, que pode ser representado por algum setor da emissora onde são guardados todos os programas gravados que não vão ao ar, ou seja, à consciência. Os arquétipos designados como padrões universais, podem ser representados neste modelo psíquico

É válido lembrar que os materiais rejeitados pelo ego anteriormente e armazenados no seu inconsciente pessoal, podem a qualquer momento ser resgatados para a consciência. Dessa forma, pode-se pensar que, se esses materiais do Complexo do Domingo a tarde, que anteriormente foram rejeitados pelo ego, forem acessados agora do inconsciente pessoal, esse complexo pode torna-se consciente e assim, conviver saudavelmente com o complexo do eu.

Plim Plim!!

Gloria Ventapane (Avaliação II, psicologia analítica, UNIFACS, 2009.1)

domingo 30 agosto 2009 19:55 , em Outras coisas


Cenas da infância – Traumerie (1838)

Traumerie, é parte de Cenas da Infancia, uma das peças mais

poética de Schumann. Composta em 1838, dois anos antes dele

apresentar os primeiros sintomas do seu transtorno.

sexta 19 junho 2009 06:03 , em Vídeos


Sinfonia n.º 4 em ré menor , op.120 (1851)

Trata-se mais de uma “fantasia sinfônica com vários temas”,

devendo portanto seus movimentos serem interpretados sem

interrupções, interligados.

Para saber, esta sinfonia, foi criada como uma declaração de amor

para Clara Wieck, já que contém ecos, do Concerto para piano,

uma composição dela.

sexta 19 junho 2009 06:00 , em Vídeos


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